據葡新社報導,一九九九年十二月十九日在南灣澳門總督府降下的葡國國旗或可由葡國東方基金會屬下的東方博物館收藏並展示。據悉,該面國旗現存於里斯本一個家庭裡,「還像十年前一模一樣地疊著」。
東方基金會主席孟智豪前天(十一月廿五日)接受葡新社訪問時表示,該會所屬的東方博物館準備好「一個重點展位」以接收這面葡國國旗,現在還需等候葡國總統府同意。
這面國旗現存於前澳門總督韋奇立副官的家中。韋奇立日前向葡新社發表相關評論時回憶道:「這面旗幟,我放在了懷裡後就帶走。這是我自發覺得應做的事,上車後我把它交給了副官。」
2009年11月25日 星期三
曾獲亞洲建築師會金獎,筷子基社屋乃當代建築文物
據本地葡文報章《澳門論壇日報》日前報導,澳門建築師協會和馬斯華、馬若龍、樊飛豪、雅迪等建築師均建議保留計劃於明年拆建的筷子基平民大廈。受訪者均表示,由建築家韋先禮(Manuel Vicente)設計的筷子基社屋是「具重大歷史文物價值」的「一件當代建築先驅作品」。
澳門建築師協會強調筷子基社屋是「當代建築在本澳和世界上一個不可替代的標誌」,是澳門和鄰近地區中一個優秀的例子。根據該會的提供資料,在筷子基社屋建成的七十年代末、八十年代初,葡國仍處於非常封閉的狀態,然而這些社屋的建築風格卻受到意大利唯理主義和英語國家思潮交錯的影響,在建築史上有重要的意義。建築師馬若龍、樊飛豪也認為這些房屋具有歷史價值。筷子基社屋曾於一九九五年獲亞洲建築師協會金獎,十二年後亦曾於「葡國國際建築三年展(二零零七)」中展出。
現屆杖國之年的韋先禮是澳門和葡國著名的建築家,一九三四年出生於里斯本,一九六二年取得里斯本美術學院學士學位,一九六九年取得美國賓夕法尼亞洲大學建築學碩士學位,師從建築大師路易斯.康。曾當選為葡國建築師協會會長,現任里斯本大學教授、香港大學名譽教授、里斯本技術學院客座教授等。梁文燕培幼院、筷子基平民大廈,以及在雅廉房和南灣的一些房屋等均是其筆下的作品。其另一傑作西灣湖廣場於零三年建成,該項目亦獲得了亞洲建築師協會金獎的榮譽。
西灣湖廣場的設計合作人之一利安豪較早前在《新生代》發表了一篇英文文章,讚揚了韋先禮等建築師對澳門的貢獻:「與現今的建築師不同,他們在專業上得到充分的自由,為澳門設計出一系列的房屋計劃。這些房屋計劃不單重新描繪了一些新區的面貌,更重要的是能融入到城市中,避免了『貧民窟化』的現象。其實,建築有社會、道德、文化,以及與人類存在有關的多種面貌,這些面貌不應受到忽視。」
另外,已故著名香港建築家、香港大學前建築學院院長黎錦超的遺作《Manuel Vicente - Caressing Trivia》已於二零零六年澳門世界遺產年在港澳兩地付梓,該書深入剖析了其好友韋先禮的設計風格。
澳門建築師協會強調筷子基社屋是「當代建築在本澳和世界上一個不可替代的標誌」,是澳門和鄰近地區中一個優秀的例子。根據該會的提供資料,在筷子基社屋建成的七十年代末、八十年代初,葡國仍處於非常封閉的狀態,然而這些社屋的建築風格卻受到意大利唯理主義和英語國家思潮交錯的影響,在建築史上有重要的意義。建築師馬若龍、樊飛豪也認為這些房屋具有歷史價值。筷子基社屋曾於一九九五年獲亞洲建築師協會金獎,十二年後亦曾於「葡國國際建築三年展(二零零七)」中展出。
現屆杖國之年的韋先禮是澳門和葡國著名的建築家,一九三四年出生於里斯本,一九六二年取得里斯本美術學院學士學位,一九六九年取得美國賓夕法尼亞洲大學建築學碩士學位,師從建築大師路易斯.康。曾當選為葡國建築師協會會長,現任里斯本大學教授、香港大學名譽教授、里斯本技術學院客座教授等。梁文燕培幼院、筷子基平民大廈,以及在雅廉房和南灣的一些房屋等均是其筆下的作品。其另一傑作西灣湖廣場於零三年建成,該項目亦獲得了亞洲建築師協會金獎的榮譽。
西灣湖廣場的設計合作人之一利安豪較早前在《新生代》發表了一篇英文文章,讚揚了韋先禮等建築師對澳門的貢獻:「與現今的建築師不同,他們在專業上得到充分的自由,為澳門設計出一系列的房屋計劃。這些房屋計劃不單重新描繪了一些新區的面貌,更重要的是能融入到城市中,避免了『貧民窟化』的現象。其實,建築有社會、道德、文化,以及與人類存在有關的多種面貌,這些面貌不應受到忽視。」
另外,已故著名香港建築家、香港大學前建築學院院長黎錦超的遺作《Manuel Vicente - Caressing Trivia》已於二零零六年澳門世界遺產年在港澳兩地付梓,該書深入剖析了其好友韋先禮的設計風格。
2009年11月24日 星期二
韋奇立:澳門應為葡國進入中國門戶
據葡新社報導,前澳門總督韋奇立表示,澳門在中葡兩國關係中有「根本」的作用,葡國應更好利用澳門的機會。韋奇立日前在接受葡新社訪問時強調,「該地區提供了重要的機會,而澳門則是(葡國)把握這些機會的渠道。」
「葡國企業擴大業務和貿易活動,參與中國該區的現代化,以及從中獲益的機會均有所增加。」他又認為本澳在中國和葡國之間有不可替代的作用:「澳門一直是葡中關係中的一塊基石。只要有澳門的存在,這種關係也不會減弱。」
韋奇立回憶道,葡國就政權移交的問題上和中國商議得很好,而且「維護了其利益」和「對澳門人民的責任」。他又指出「葡人是澳門身份認同的一部份」,中國在兩國談判後對葡人的價值亦給予了認同。
「葡國企業擴大業務和貿易活動,參與中國該區的現代化,以及從中獲益的機會均有所增加。」他又認為本澳在中國和葡國之間有不可替代的作用:「澳門一直是葡中關係中的一塊基石。只要有澳門的存在,這種關係也不會減弱。」
韋奇立回憶道,葡國就政權移交的問題上和中國商議得很好,而且「維護了其利益」和「對澳門人民的責任」。他又指出「葡人是澳門身份認同的一部份」,中國在兩國談判後對葡人的價值亦給予了認同。
2009年11月23日 星期一
Última semana da exposição de imagens históricas de Macau
Esta é última semana da exibição da «Jóia de Macau – Exposição das Imagens dos Períodos Históricos», iniciativa organizada pelas duas Bibliotecas da Universidade de Macau (UMAC) e da Universidade Baptista de Hong Kong (HKBU), no âmbito das celebrações do 10º aniversário da RAEM. A actividade tem lugar no Salão de Anthony S. W. Lau da biblioteca da UMAC até à próxima segunda-feira (30 de Novembro). A não perder.
A Biblioteca da HKBU trouxe até ao campo universitário várias dezenas de imagens históricas do século XIX. São todas da colecção da instituição académica da cidade vizinha. Algumas delas encontram-se nos dois álbuns Viagens por Macau, coordenados e editados por Cecília Jorge e Beltrão Coelho, já na década de 90, ambos exibidos na mostra.
A não deixar as «vantagens locais», a Biblioteca da UMAC mostra ao público as obras fotográficas de Ou Peng, antigo tesoureiro e jornalista do jornal Ou Mun. Para quem se interesse na investigação de História de Macau em língua chinesa, vale a pena uma apreciação da colecção das publicações da dinastia Qing e da república chinesa, oferecida pelo falecido jornalista local Chan Wan Hang (1962-2007).
Na secção de «Macau nos livros antigos», chamaram naturalmente atenção, as velhas antologias de poetas cantonenses, a famosa obra Advertências em Tempos de Prosperidade de Zheng Guanying (1898 e 1930), uma cronologia da vida de Wu Li (1937), e ainda a versão chinesa dos Elements of International Law por Henry Wheaton, traduzida nos finais da última dinastia chinesa.
São ainda exibidos os vídeos que retratam as cenas de Macau dos anos 50 e 60 – uma selecção dos filmes e telenovelas passados pela Televisão da Ásia (ATV) de Hong Kong e as imagens efectuadas pelo fotógrafo neerlandês Michael Rogge. O novo professor do Departamento de História da UMAC, Vicent Ho oferece também uma apresentação electrónica da iconologia histórica, em que alguma ainda vem do livro Coisas de Macau, da autoria do antigo governador Álvaro de Melo Machado (1883-1970).
A Biblioteca da HKBU trouxe até ao campo universitário várias dezenas de imagens históricas do século XIX. São todas da colecção da instituição académica da cidade vizinha. Algumas delas encontram-se nos dois álbuns Viagens por Macau, coordenados e editados por Cecília Jorge e Beltrão Coelho, já na década de 90, ambos exibidos na mostra.
A não deixar as «vantagens locais», a Biblioteca da UMAC mostra ao público as obras fotográficas de Ou Peng, antigo tesoureiro e jornalista do jornal Ou Mun. Para quem se interesse na investigação de História de Macau em língua chinesa, vale a pena uma apreciação da colecção das publicações da dinastia Qing e da república chinesa, oferecida pelo falecido jornalista local Chan Wan Hang (1962-2007).
Na secção de «Macau nos livros antigos», chamaram naturalmente atenção, as velhas antologias de poetas cantonenses, a famosa obra Advertências em Tempos de Prosperidade de Zheng Guanying (1898 e 1930), uma cronologia da vida de Wu Li (1937), e ainda a versão chinesa dos Elements of International Law por Henry Wheaton, traduzida nos finais da última dinastia chinesa.
São ainda exibidos os vídeos que retratam as cenas de Macau dos anos 50 e 60 – uma selecção dos filmes e telenovelas passados pela Televisão da Ásia (ATV) de Hong Kong e as imagens efectuadas pelo fotógrafo neerlandês Michael Rogge. O novo professor do Departamento de História da UMAC, Vicent Ho oferece também uma apresentação electrónica da iconologia histórica, em que alguma ainda vem do livro Coisas de Macau, da autoria do antigo governador Álvaro de Melo Machado (1883-1970).
Lei Chin Pang não quer a História colonial cair no esquecimento
«Não nos esqueçamos de que é uma importante componente a cultura deixada pelos portugueses»
Lei Chin Pang não quer a História colonial cair no esquecimento
«Porque é que a História colonial está esquecida?» é o título do 7º texto da série «Revisão e Introspecção dos 10 anos», publicado ontem (23 de Novembro) no jornal Ou Mun pelo colunista local Lei Chin Pang, editor executivo da revista mensal de língua chinesa «N Generation». O autor expressou, em certa forma, um desconhecimento geral dos elementos culturais portugueses entre as comunidades chinesas autóctones, e, um apelo da valorização da cultura portuguesa no território.
«Em relação à História colonial de Macau e à cultura co-misturada pela chinesa e estrangeiras existente por este colonialismo, de facto, muitas pessoas vêem-nas com indiferença. Após o regresso, abraçamos, por um lado, a China com uma atitude de ‹não voltar a mencionar o passado›, e, deixamos, por outro lado, a História colonial sem ser explorada, investigada e compilada, por causa do rápido desenvolvimento económico e das questões sociais que não se consegue atender ao mesmo tempo.» Foram estas primeiras palavras que iniciaram a expressão do autor.
Comparando com o contexto retratado em La Lenteur (A Lentidão) do escritor checo Milan Kundera e a queda comunista no Leste Europeu depois de 1989, Lei Chin Pang questionou o porquê do esquecimento do passado de «mais de 400 anos da residência dos portugueses» no território e também de «mais de 100 anos da administração colonial». «Na obra em vídeo local das ‹Histórias de Macau› estreada publicamente no ano passado, a ‹Rua de Macau›, realizada pelo filho da terra português Sérgio Perez, é baseada numa história de que, um jovem filho da terra, que gere restaurante português no bairro antigo, se apaixonou por uma chinesa de Macau retornada do estrangeiro. Este filme revelou a representatividade da cultura dos filhos da terra em Macau», acrescentou.
«Não nos esqueçamos de que é uma importante componente a cultura deixada pelos portugueses», diz
«Este filme de curta-metragem faz-nos lembrar – com o regresso, quando estamos a explorar as histórias de Macau e a identidade da população de Macau, não nos esqueçamos de que é uma importante componente a cultura deixada pelos portugueses». Relativamente às duas administrações portuguesa e britânica em Macau e Hong Kong, o colunista fez um comentário sobre a formação da identidade de Macau – depois do acontecimento histórico «1, 2, 3» em 1966, «o governo português de Macau avançou ainda com uma atitude da ‹pastagem›, o que deixou em certa forma as associações transformarem-se num governo civil».
«Pelo facto do estilo da administração portuguesa, as pessoas de Macau em geral não sentem muito com a marca gravada com ferro quente pela História colonial no nosso corpo», explicou. «Não falamos português, não nos interessaremos nas viagens por Portugal e, o nosso conhecimento da cultura portuguesa limita-se apenas no nível daquele de bacalhau. Em Macau, não existem muitos intelectuais sociais formados pelo governo colonial. Nem está em causa dizer que teríamos herdado algo da cultura e sistema portugueses que seria suficiente de converter-se no ‹Valor Nuclear de Macau› (se houvesse).» «Portanto, logo depois do regresso, pudemos limpar suavemente esta História de vários séculos, como nunca nada se acontecesse.»
Chegou a conclusão, Lei Chin Pang levantou mais uma questão - «Olhando dum ponto de vista positivo, hoje, nesta geração de pós-colonização em que se estimam a diversificação e o hibridismo, como é que valorizamos a cultura deixada pela História colonial?»
Lei Chin Pang não quer a História colonial cair no esquecimento
«Porque é que a História colonial está esquecida?» é o título do 7º texto da série «Revisão e Introspecção dos 10 anos», publicado ontem (23 de Novembro) no jornal Ou Mun pelo colunista local Lei Chin Pang, editor executivo da revista mensal de língua chinesa «N Generation». O autor expressou, em certa forma, um desconhecimento geral dos elementos culturais portugueses entre as comunidades chinesas autóctones, e, um apelo da valorização da cultura portuguesa no território.
«Em relação à História colonial de Macau e à cultura co-misturada pela chinesa e estrangeiras existente por este colonialismo, de facto, muitas pessoas vêem-nas com indiferença. Após o regresso, abraçamos, por um lado, a China com uma atitude de ‹não voltar a mencionar o passado›, e, deixamos, por outro lado, a História colonial sem ser explorada, investigada e compilada, por causa do rápido desenvolvimento económico e das questões sociais que não se consegue atender ao mesmo tempo.» Foram estas primeiras palavras que iniciaram a expressão do autor.
Comparando com o contexto retratado em La Lenteur (A Lentidão) do escritor checo Milan Kundera e a queda comunista no Leste Europeu depois de 1989, Lei Chin Pang questionou o porquê do esquecimento do passado de «mais de 400 anos da residência dos portugueses» no território e também de «mais de 100 anos da administração colonial». «Na obra em vídeo local das ‹Histórias de Macau› estreada publicamente no ano passado, a ‹Rua de Macau›, realizada pelo filho da terra português Sérgio Perez, é baseada numa história de que, um jovem filho da terra, que gere restaurante português no bairro antigo, se apaixonou por uma chinesa de Macau retornada do estrangeiro. Este filme revelou a representatividade da cultura dos filhos da terra em Macau», acrescentou.
«Não nos esqueçamos de que é uma importante componente a cultura deixada pelos portugueses», diz
«Este filme de curta-metragem faz-nos lembrar – com o regresso, quando estamos a explorar as histórias de Macau e a identidade da população de Macau, não nos esqueçamos de que é uma importante componente a cultura deixada pelos portugueses». Relativamente às duas administrações portuguesa e britânica em Macau e Hong Kong, o colunista fez um comentário sobre a formação da identidade de Macau – depois do acontecimento histórico «1, 2, 3» em 1966, «o governo português de Macau avançou ainda com uma atitude da ‹pastagem›, o que deixou em certa forma as associações transformarem-se num governo civil».
«Pelo facto do estilo da administração portuguesa, as pessoas de Macau em geral não sentem muito com a marca gravada com ferro quente pela História colonial no nosso corpo», explicou. «Não falamos português, não nos interessaremos nas viagens por Portugal e, o nosso conhecimento da cultura portuguesa limita-se apenas no nível daquele de bacalhau. Em Macau, não existem muitos intelectuais sociais formados pelo governo colonial. Nem está em causa dizer que teríamos herdado algo da cultura e sistema portugueses que seria suficiente de converter-se no ‹Valor Nuclear de Macau› (se houvesse).» «Portanto, logo depois do regresso, pudemos limpar suavemente esta História de vários séculos, como nunca nada se acontecesse.»
Chegou a conclusão, Lei Chin Pang levantou mais uma questão - «Olhando dum ponto de vista positivo, hoje, nesta geração de pós-colonização em que se estimam a diversificação e o hibridismo, como é que valorizamos a cultura deixada pela História colonial?»
2009年11月18日 星期三
曾獲亞洲建築師會金獎,筷子基社屋乃當代建築歷史文物
本地葡文報章《澳門論壇日報》昨日(十一月十八日)報導了房屋局明年拆建「筷子基平民大廈」所引起的「爭議」,並訪問了數位資深建築師和澳門建築師協會。受訪者均表示,由葡國建築家Manuel Vicente設計的筷子基社會房屋是「具重大歷史文物價值」的「一件當代建築先驅作品」。
澳門建築師協會強調筷子基社屋是「當代建築在本澳和世界上一個不可替代的標誌」,是本澳和鄰近地區中一個優秀的例子。根據該會的提供資料,在筷子基社屋建成的七十年代末、八十年代初,葡國仍處於非常封閉的狀態,然而這些社屋的建築風格卻受到意大利理性主義和英語國家思潮交錯的影響,在建築史上有重要的意義。前澳門文化司署司長馬若龍、建築師樊飛豪也認為這些房屋具有歷史價值。筷子基社屋曾於一九九五年獲亞洲建築師協會金獎,十二年後亦曾於「葡國國際建築三年展(二零零七)」中展出。
前澳門市政廳廳長馬斯華指出新方案中的建築物是「兩座沈重、極為龐大的高廈,就澳門而言規模過分稠密、巨大。」他批評當局「錯在嘗試『在同一空間裡解決所有的房屋問題』」。他又警告,當局的新方案將產生「兩個人類蜂巢,有可能觸發社會共容的問題」;這種「香港化」在澳門並不適用。另外,馬斯華對房屋局是否有能力處理「清潔、健康、社會秩序等問題」表示懷疑。
樊飛豪亦直言對「筷子基平民大廈」的方案感到遺憾,他指出「由於該區的人口已經非常稠密,更大程度的集中將會損害各人的生活素質」。他又認為解決的手段應「重質不重量」。至於新廈若得以建成,該區的交通和配套設施是否足夠和有效,馬斯華和樊飛豪同樣提出了疑問。
已屆杖國之年的Manuel Vicente曾來澳工作,梁文燕培幼院、筷子基社會房屋,以及在雅廉房和南灣的一些房屋等均是其筆下的作品。其另一傑作西灣湖廣場於零三年建成,並獲得了亞洲建築師協會金獎的榮譽。該項目的合作設計人之一利安豪較早前在《新生代》發表了一篇英文文章,讚揚了Manuel Vicente等建築師對澳門的貢獻:「與現今的建築師不同,他們在專業上得到充分的自由,為澳門設計出一系列的房屋計劃。這些房屋計劃不單重新描繪了一些新區的面貌,更重要的是能融入到城市中,避免了『貧民窟化』的現象。其實,建築有社會、道德、文化,以及與人類存在有關的多種面貌,這些面貌不應受到忽視。」
澳門建築師協會強調筷子基社屋是「當代建築在本澳和世界上一個不可替代的標誌」,是本澳和鄰近地區中一個優秀的例子。根據該會的提供資料,在筷子基社屋建成的七十年代末、八十年代初,葡國仍處於非常封閉的狀態,然而這些社屋的建築風格卻受到意大利理性主義和英語國家思潮交錯的影響,在建築史上有重要的意義。前澳門文化司署司長馬若龍、建築師樊飛豪也認為這些房屋具有歷史價值。筷子基社屋曾於一九九五年獲亞洲建築師協會金獎,十二年後亦曾於「葡國國際建築三年展(二零零七)」中展出。
前澳門市政廳廳長馬斯華指出新方案中的建築物是「兩座沈重、極為龐大的高廈,就澳門而言規模過分稠密、巨大。」他批評當局「錯在嘗試『在同一空間裡解決所有的房屋問題』」。他又警告,當局的新方案將產生「兩個人類蜂巢,有可能觸發社會共容的問題」;這種「香港化」在澳門並不適用。另外,馬斯華對房屋局是否有能力處理「清潔、健康、社會秩序等問題」表示懷疑。
樊飛豪亦直言對「筷子基平民大廈」的方案感到遺憾,他指出「由於該區的人口已經非常稠密,更大程度的集中將會損害各人的生活素質」。他又認為解決的手段應「重質不重量」。至於新廈若得以建成,該區的交通和配套設施是否足夠和有效,馬斯華和樊飛豪同樣提出了疑問。
已屆杖國之年的Manuel Vicente曾來澳工作,梁文燕培幼院、筷子基社會房屋,以及在雅廉房和南灣的一些房屋等均是其筆下的作品。其另一傑作西灣湖廣場於零三年建成,並獲得了亞洲建築師協會金獎的榮譽。該項目的合作設計人之一利安豪較早前在《新生代》發表了一篇英文文章,讚揚了Manuel Vicente等建築師對澳門的貢獻:「與現今的建築師不同,他們在專業上得到充分的自由,為澳門設計出一系列的房屋計劃。這些房屋計劃不單重新描繪了一些新區的面貌,更重要的是能融入到城市中,避免了『貧民窟化』的現象。其實,建築有社會、道德、文化,以及與人類存在有關的多種面貌,這些面貌不應受到忽視。」
2009年11月3日 星期二
吳衛嗚:「八十年代很重要」
現任民政總署文化康體部部長吳衛嗚日前接受了本地葡文報章《澳門論壇日報》的專訪。曾任職於前澳門文化學會(澳門文化司署、文化局的前身)、參與早期官方文物保護工作的吳衛嗚在專訪中回憶道:「八十年代很重要」。
兩項本地的大型文化活動澳門國際音樂節和澳門藝術節,「毫無疑問,在這二十年裡有了重大的演變。」吳衛嗚「於一九八三年開始在文化學會工作,我還記得很清楚那時我們的團隊很小,大概只有十五人。最初到綜合館看歌劇表演的也不過是二十多人。」今天,「門票在第一秒就不見了。」
回望廿十多年前在的工作,吳衛嗚記起了較早前去逝的文化學會前代主席、被本地一葡文傳媒稱為「評定澳門文物之先驅」的Francisco Figueira:「世界遺產?他的觀點很具決定性。這都已經是二十多年前的事了!學會規模很小,但正正在那裡我們開始了保護澳門文物的工作。」
兩項本地的大型文化活動澳門國際音樂節和澳門藝術節,「毫無疑問,在這二十年裡有了重大的演變。」吳衛嗚「於一九八三年開始在文化學會工作,我還記得很清楚那時我們的團隊很小,大概只有十五人。最初到綜合館看歌劇表演的也不過是二十多人。」今天,「門票在第一秒就不見了。」
回望廿十多年前在的工作,吳衛嗚記起了較早前去逝的文化學會前代主席、被本地一葡文傳媒稱為「評定澳門文物之先驅」的Francisco Figueira:「世界遺產?他的觀點很具決定性。這都已經是二十多年前的事了!學會規模很小,但正正在那裡我們開始了保護澳門文物的工作。」
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